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Diretor de Liga da Justiça ameaçou carreira de Gal Gadot

Diretor de Liga da Justiça ameaçou carreira de Gal Gadot


Atriz de Mulher-Maravilha e a diretora Patty Jenkins chegaram a marcar uma reunião com o presidente da Warner Bros. para reclamar do caminho que a personagem estava seguindo no filme.

Depois do fracasso de Liga da Justiça, dirigido por Joss Whedon e lançado em 2017, finalmente os fãs da DC puderam conferir a versão original do filme, que inicialmente estava sendo desenvolvida por Zack Snyder. Porém, muito se fala ainda sobre o primeiro longa, principalmente quando se trata das denúncias feitas pelo ator Ray Fisher contra o diretor. Agora, em um artigo publicado pelo The Hollywood Reporter, foi revelado que Gal Gadot e Jeremy Irons também chegaram a brigar com Whedon

Uma fonte anônima contou ao site que a intérprete da Mulher-Maravilha não concordou com alguns diálogos que ele queria colocar no filme. Gadot achava que Liga da Justiça estava dando um direcionamento à personagem completamente diferente daquele que estava sendo desenvolvido em seus filmes solo. Segundo uma testemunha da produção, Whedon se pronunciou nos bastidores sobre estar cansado de lidar com a atriz: "Ele disse que era o roteirista e que ela calaria a boca e falaria as falas, porque ele poderia fazer ela parecer incrivelmente burra no filme".

Patty Jenkins, que comandou os dois filmes da Mulher-Maravilha, também não gostou do caminho que a personagem estava seguindo e chegou a se juntar com Gal Gadot para marcar uma reunião com o presidente do estúdio. Questionada sobre os acontecimentos, a atriz disse apenas que "seus problemas com Whedon e a Warner Bros foram resolvidos de maneira oportuna".

Já sobre Jeremy Irons, o artigo não deu maiores informações. No texto, Ray Fisher afirma também que provavelmente não conseguirá trabalhar mais direito após as denúncias feitas contra o estúdio, mas que estava disposto a se expor. "Se eu não consigo responsabilizá-los, pelo menos faço com que as pessoas saibam com quem estão lidando", concluiu. 

Para quem não lembra, desde julho de 2020, Fisher vem fazendo uma série de denúncias contra o diretor e já chegou a processá-lo pelo tratamento que ele deu ao elenco e à equipe no set de Liga da Justiça, considerado pelo ator como nojento, abusivo, antiprofissional e completamente inaceitável. Depois que uma investigação interna foi aberta pela Warner Bros., o intérprete do Ciborgue começou a questionar também a maneira como o processo estava sendo conduzido. Para Fisher, a empresa não buscou as principais testemunhas do filme, além de “escolher entrevistados que melhor se adequavam a falsa narrativa” do estúdio, nas palavras dele. Em dezembro, as investigações foram concluídas e o estúdio afirmou que "ações corretivas" seriam tomadas, sem divulgar maiores detalhes

Vale lembrar que Snyder se afastou do projeto inicial de Liga da Justiça após o suicídio de sua filha, aos 20 anos de idade. O Snyder Cut chegou aqui no Brasil no dia 18 de março, através das plataformas de aluguel digital com cenas completamente inéditas gravadas durante a pandemia. Nos Estados Unidos, o filme foi lançado exclusivamente na HBO Maxserviço de streaming que será disponibilizado em território nacional no final de junho.‎

Fonte: AdoroCinema

Foto: WarnerMedia