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Dramaturgo e diretor Paulo Atto fala sobre teatro e ditadura

Dramaturgo e diretor Paulo Atto fala sobre teatro e ditadura


Em tempos de retrocesso político, retaliação ideológica e até proibições de espetáculos, o livro do dramaturgo e diretor teatral Paulo Atto, intitulado Atto em 3 Atos & Memórias da Censura, lançado recentemente, provoca reflexões sobre o perigo de um estado não democrático de direito e lança luzes sobre o que representa um processo de interdição das artes cênicas.

A obra, selo da Editora do Teatro Popular de Ilhéus, é formada por uma trilogia de textos teatrais criados nos anos 1980: A Confissão, As Máquinas ou A Tragédia em Desenvolvimento e Até Delirar / O Banquete, quando o escritor iniciava sua carreira como dramaturgo e encenador.

Além dos textos de dramaturgia, o autor reuniu na publicação um inventário afetivo das montagens, a exemplo de registros das encenações pela imprensa, memória fotográfica, bilhetes, cartas, lembranças, anotações, depoimentos e narrativas sobre a censura ainda vigente na época. Nesta quarta-feira, 21, às 19 horas, ele discute sobre a obra e a ditadura com outro grande na área.

Trata-se do diretor, professor e dramaturgo Luiz Marfuz, que prefaciou o livro de Atto e também conviveu com a censura. O público pode acompanhar este debate de forma virtual também por meio do canal de YouTube do Festival de Teatro da Caatinga.

Paulo Atto, que em 2023 irá comemorar 40 anos de teatro, afirma que seu objetivo é que até esta data ele consiga publicar grande parte de sua obra, formada por cerca de 25 textos. “Cada vez que sai um registro de teatro, que por sua própria natureza é efêmero e fugaz, devemos comemorar que o registro seja feito para a memória do fazer artístico teatral, já que as publicações das artes cênicas ainda são muito poucas no nosso imenso país”, afirma.

Fonte: A Tarde

Foto: Waldson Alves